BRAKE BIAS
Balanceamento dos freios:
Na cabina do piloto (em alguns simuladores), nós podemos ajustar o balanceamento
dos freios, permitindo distribuir a porcentagem de capacidade de frenagem aplicada ao eixo
dianteiro e traseiro de acordo com as preferências e
necessidades do piloto.
Para conseguir uma frenagem
equilibrada e eficaz nas quatro rodas, é necessário
que a distribuição de freios esteja equilibrada,
dividindo igualmente o peso exercido sobre cada parte das suspensões.
Transferência de carga vertical:
Quando você
aplica os freios com força
em alta velocidade, o momento da frenagem é acompanhado de uma
transferência de carga vertical (o peso e o centro de
gravidade deslocam-se para a frente do carro de forma que as rodas dianteiras estarão apoiando
muito mais peso que as rodas traseiras). O
eixo dianteiro terá que suportar
um maior peso nas frenagens e o peso no eixo traseiro diminuirá. É por causa desta transferência de peso que a pressão dos
freios é dirigida mais para a dianteira, compensando o eixo
dianteiro da transferência de peso que acontece quando freando.
A
quantidade de bias de freio dianteiro que você precisa muda dinamicamente e
depende em grande parte da altura, do CG (e o
wheelbase,
peso total, peso dianteiro, peso traseiro, e o coeficiente de fricção).
Por exemplo, se você elevar a altura, o CG sobe, mais peso é transferido à
dianteira sob frenagem, você precisará bias de freio mais dianteiro.
O limite de aderência de um pneu é relativo à carga vertical: Quanto maior
a carga, maior a aderência e vice-versa.
Em pista seca, é sempre
melhor ter mais carga de freio na dianteira que na traseira.
Em pista molhada
então o bias de freio deve ser movido um pouco para traseira.
Exemplo: se
o tanque de gasolina estivesse na dianteira do carro, então
ao esvaziar seu CG seria lentamente transferido para traseira, criando transferência de peso para traseira e requerendo assim menos
bias dianteiro.
O problema em colocar o equilíbrio de freio mais para o eixo dianteiro é que os pneus dianteiros têm que dividir a aderência em forças laterais (curvas) e forças longitudinais (frenagem). Quanto mais forte você freia (força longitudinal), menos você pode guiar (forças laterais). Força de frenagem (ou eficiência dos freios) é a quantidade de aderência de pneu em relação ao solo.
A frenagem ideal, com uma
desaceleração perfeita, é conseguida quando quase se atinge o
limite. Por isso, talvez, a freada seja o fundamento que exija
maior tempo de treinamento para atingir a perfeição. Não se
trata, simplesmente de arrojo, mas de uma conscientização
dos limites do carro e da pista para poder, por quase duas horas,
frear no limite com segurança sem desgastar os pneus
demasiadamente ou correr o risco de rodar e abandonar a prova.
Você só pode aplicar o freio cheio durante uma fração de
tempo antes de aliviar o pedal (ou o teclado), assim, pratique
para melhorar esta área de condução.
Se um pneu está bloqueado,
ele está impossibilitado de aceitar as forças de frenagem
aplicadas a ele. O bloqueio de
uma ou mais rodas acontece quando se atinge o limite de frenagem,
prejudicando a aderência do carro e aumentando o desgaste dos
pneus, além de poder conduzi-lo a uma rodada de conseqüências
imprevisíveis.
Um equilíbrio mais plano distribuirá a força de frenagem
uniformemente, e encurtará sua distância de frenagem. Tente
fazer com que que os freios dianteiros e traseiros atuem
simultaneamente. O balanceamento dos freios
tem um efeito muito forte em um setup. Só um equilíbrio de
freio afinado permitirá usar todo o potencial do carro.
Preferencialmente, a
frenagem deverá ser feita sempre quando o carro ainda estiver em
linha reta, Porém, se estivermos numa curva, o
deslocamento de peso vai ocorrer também entre os dois lados do
carro:
Por exemplo, numa curva à esquerda o peso do lado
direito será transferido para o lado esquerdo, pressionando
menos as rodas do lado interno da curva, que, por estarem com
menos aderência mas recebendo a mesma carga de freio do lado
externo, poderão sofrer um bloqueio com muita facilidade.
Contudo, devido à incrível
aderência dos monopostos modernos, é
absolutamente possível frear com segurança nas curvas: os dados
de telemetria comprovam que muitos pilotos o fazem.
O balanceamento de freio é bastante influenciado pelo seu estilo de pilotagem.
Aerodinamicamente:
Em um carro de corrida velocidade máxima, o downforce aerodinâmico está literalmente
comprimindo-o contra o solo, que você pode apertar o pedal de freio completamente e
será quase impossível travar as rodas.
Em alta velocidade a traseira recebe mais downforce (agarra melhor e freia melhor) que a dianteira. Quando você freia e sua velocidade diminui, a aderência aerodinâmica é reduzida rapidamente, comprimindo o carro cada vez menos na pista.
Em
baixa velocidade você dispõe de mais mechanical grip na
dianteira. Devido a este fato seu ajuste de freios pode trabalhar
muito bem nas altas velocidades, mas pode travar a traseira nas
velocidades mais baixas. O downforce se tornará mínimo que se a força de frenagem
exceder a aderência dos pneus suas rodas podem
travar e conduzir a perda de controle ou a um maior desgaste dos
pneus. Se as 4
rodas são travadas você não
está aliviando corretamente o pedal de freio.
Com isto em mente, faça seus ajustes e escolha a seção da
pista onde você tem que frear mais forte.
Você
deve reajustar o equilíbrio de freio se você modificou a aerodinâmica do
carro porque o correto equilíbrio varia com a carga vertical.
A frenagem deve ser mais eficiente à alta velocidade que em baixa velocidade. Você precisa fazer exatamente como um piloto de competição de verdade, aplique os freios fortemente, quase travando, no início da freada, e vá aliviando a pressão de acordo com a diminuição do downforce.
Devido ao grande equilíbrio e profissionalismo dos pilotos atuais, a diferença entre eles não se faz mais com a descoberta de um traçado genial ou tomada correta. Sendo o traçado correto um só, teremos que buscar vantagem na redução de velocidade, freando mais tarde que os adversários e sendo mais rápido e preciso na troca de marchas. Conseqüentemente, a frenagem deverá ser bastante violenta: quanto mais se retarda a freada, maior deverá ser a intensidade para realizá-la.
Movendo o balanceamento freio para a dianteira torna o carro mais estável sob frenagem e previsível, o que é bom para uma corrida, mas pode causar problemas de understeer nas entradas de curvas quando dirigindo um carro para qualificação.
Em pistas com retas velozes que exigem fortes frenagens a altíssima velocidade você deve
mover o balanceamento de freio para a dianteira.
Para pistas onde você tem que
reduzir de altas velocidades para baixas velocidades, você deve
ajustar o equilíbrio mais para a dianteira. Deste modo, o carro estará
freando mais eficientemente, mas será um pouco mais understeering
quando freando, mas isto é de pequena importância, desde que não
é a todo instante que freia e guia ao mesmo tempo.
Excesso de carga freio na dianteira as
rodas travarão muito
facilmente. Causará understeer nas frenagens
em
entrada de curva
porque os pneus dianteiros
perdem aderência quando
bloqueados, o controle de direção será
perdido, o carro tenderá a ir
reto quando freado, e será bem menos eficiente em qualquer situação. Claro que este ajuste influenciará no desgaste dos
pneus.
Se o
carro estiver saindo de frente nas freadas para as curvas, ajuste o
balanceamento de freios para mais na traseira do carro.
Em todos os casos, um carro que trava primeiro as rodas dianteiras é mais fácil
guiar que um que trava primeiro as rodas traseiras.
Pondo o freio mais para a
traseira você deixará os pneus dianteiros com mais aderência.
Porém, tenha em mente que agora os pneus traseiros têm que
suportar forças longitudinais mais altas (freando) que deixa
menos aderência para manter o eixo traseiro no lugar.
Isto significa que você pode aumentar o efeito da tendência do carro a oversteer
movendo o freio para a traseira.
Naturalmente isto só tem efeito em curvas
nas quais você tem que frear e guiar ao mesmo tempo. (trial braking).
E equilíbrio de freio também tem influência na aproximação ideal de uma
curva.
Em pistas lentas, torcidas, apertadas, o balanceamento deve ser movido
pouco mais para traseira com a intenção de provocar um leve oversteer em entrada de
curvas sob
frenagens.
Tornando-se um carro que entra em curvas facilmente, mas tende a ser
oversteering. Movendo o freio um pouco para a traseira o carro tende a oversteer de
forma que você pode "escorregar" ao redor da curva para bem
perto do ápice e poderá acelerar mais cedo (voltas do tipo
qualificação). Naturalmente isto só tem efeito em curvas
nas quais você tem que frear e guiar ao mesmo tempo.
Excesso de carga de freio nas rodas traseiras, torna o carro mais instável sob frenagem, as rodas traseiras travarão muito facilmente, o carro terá uma tendência para girar (rodopiar) sob forte frenagem, porque se as rodas traseiras bloqueiam elas perdem estabilidade direcional. Claro que este ajuste influenciará no desgaste dos pneus. Naturalmente isto só tem efeito em curvas nas quais você tem que frear e guiar ao mesmo tempo.
Lembre-se, não bloqueie o traseiro primeiro! Evite a todo custo travar as rodas traseiras.
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