Para grip máximo, precisamos aperfeiçoar o contato do pneu com a pista.
Isto significa ter a todo momento o pneu em contato com a pista o máximo
possível.
Pressão de pneu afeta a forma da área de contato. Idealmente, a pressão
deve ser tal que quando o pneu estiver quente, a área de contato iguale as
forças verticais pela largura do pneu.
Para as pressões de pneu, nós temos três
locais para informação de temperatura em cada pneu: a temperatura no lado
externo, central e lado interno do pneu. Observando as temperaturas das bandas do pneu, nós podemos encontrar a pressão
ideal; quanto mais alta a pressão, mais duro o centro do pneu
trabalhará, e mais alta sua temperatura estará em relação às
extremidades do pneu.
Se a pressão for muito
baixa, o centro do pneu não terá tanto contato com a superfície da
pista quanto as bandas externas.
Se a pressão for muito alta, as bandas externas podem até mesmo não tocar na
pista.
A pressão de pneu aumenta quando os pneus se aquecem. Com pressão ideal de pneu, enquanto os pneus estiverem frios, as bordas do pneu serão mais carregadas e o centro do pneu estará levemente carregado, mas quando os pneus aquecem as forças são equilibrado pelo pneu, resultando em uma temperatura de pneu mediana que é aproximadamente igual à média das temperaturas de extremidade do pneu.
Ajuste quando a
temperatura central do pneu difere de temperatura externa;
Se durante uma corrida um pneu de composto macio se manter muito frio, pode ser esquentado
através de diminuição de pressão;
se durante a corrida um pneu de composto duro se manter muito quente, pode ser
esfriado através de aumento de pressão. (observe ajustes de ângulo de camber).
Diminua a
pressão para esquentar mais os pneus;
Aumente a pressão para esfriar mais os pneus.
Se a pressão de pneu for muito baixa, a
parte central do pneu será carregada mais levemente e as bordas serão mais
carregadas, resultando em menor grip.
Se a pressão de pneu for muito alta, a parte central do pneu inchará e as
extremidades dos pneus perdem contato com a pista que também resultará em
menor grip.
Temperatura dos pneus
A temperatura de um pneu é de extrema importância na afinação do carro e depende do peso do veículo, da pressão de enchimento a quente, do tipo de construção do pneu, da composição da mistura do piso, das temperaturas ambiente e da pista e, claro da sua utilização em curva. A viscosidade de borracha, e a aderência, aumenta com a temperatura até o valor ideal entre 90 e 100 graus Centígrados. Fora destes valores degrada o pneu. A medição da temperatura dos pneus é feita em três medições em cada pneu: uma em cada extremo e a outra ao centro.
Se o pneu não aquece o suficiente, assumindo que o piloto está a dar o seu máximo, e que a temperatura ambiente não é muito baixa, geralmente o que se faz é diminuir a pressão e aumentar a convergência das rodas. Analisando as três medições feitas a cada pneu, a diferença de temperatura entre o interior (mais quente) e o exterior, deve ser gradual e compreendida entre os 5 e os 20 graus.
Nosso objetivo será obter uma temperatura igual em nas 3 seções do pneu. Para obter isto nós teremos que trabalhar em camber e pressão pneu em conjunto, esta é uma coisa importante para se fazer bem certo. Note que o momento mais importante para um pneu é quando está numa curva, do lado de fora, é o momento em que recebe o maior peso do veículo, é quando gera a maior força e calor.
Todo mundo que
acompanha competições de automóveis sabe que os pneumáticos às vezes têm
de ser trocados durante a corrida, por problemas de desgaste. A maioria das
pessoas, porém, não tem a mínima idéia de como os pneus são escolhidos para
uma determinada prova, nem o que eles podem estar "dizendo" a respeito
das condições de preparação do carro que equipam.
Durante os treinos, quando
um carro entra rapidamente nos boxes, seu piloto está procurando respostas a
certos problemas que encontra na pista - e ele deseja essas respostas com a
máxima rapidez e exatidão.
Nos boxes uma das primeiras coisas que o engenheiro
fará será tomar a temperatura dos pneus do carro depois que este girou algumas
voltas em alta velocidade. - através dela o engenheiro poderá ter uma série
de indicações que poderão levar a um diagnóstico, deixando de lado uma gama
enorme de outras possibilidades, "estreitando" o leque e apontando em
determinada direção.
Um pneumático de corridas é desenhado para trabalhar com eficiência máxima dentro de uma faixa muito estreita de temperatura, na qual exibirá seus melhores dotes de adesão e desempenho geral. Assim, a temperatura tem uma importância vital no desempenho global do carro. Se o pneu estiver frio ou quente demais apresentará desempenho diminuído, maior desgaste, perda de tração e de adesão ao solo nas curvas.
Todos os fabricantes de pneus preparam uma gama de pneus de compostos diversos para cada corrida, visando "cobrir" todas as possibilidades de utilização e meio-ambiente incluindo nisso pneus com compostos ultra-macios, utilizados apenas para tentativas de qualificação, a velocidades bem superiores àquelas que serão atingidas nas provas. Esses pneus, devido a sua maciez, dão o máximo possível de tração e por isso mesmo nunca duram mais de duas ou três voltas, em compensação, garantem características de tração e adesão ao solo.
A temperatura de cada pneu é tomada em três pontos da banda de rodagem: no "ombro" interno, na linha central e no "ombro" externo. O ideal seria sempre que essas três leituras apresentassem resultados bastante semelhantes, já que indicariam que toda a superfície da banda de rodagem estaria sendo efetiva e eficientemente usada. Mas isso nem sempre acontece - e as anormalidades têm um significado todo especial para o engenheiro de pneumáticos: -
Você pode observar se seu carro for
understeering ou oversteering, monitorando a diferença entre as temperaturas de
pneus dianteiros e traseiros.
Temperaturas altas nos pneus dianteiros demonstram que se carro está
understeer.
Temperaturas altas nos pneus traseiros demonstram que se carro está oversteer
e/ou o carro traciona acima do limite, seu pneu traseiro interno
está girando sob aceleração devido ao diferencial muito aberto ou arrastando
devido ao diferencial muito fechado.
Uma
temperatura alta no centro da banda de rodagem poderá indicar que a pressão
está alta demais;
- se a temperatura exibida no "ombro" interno for mais alta que as
outras duas, as causas poderão ser excesso de camber negativo ou pressão baixa
demais:
- se os pneus dianteiros estão mais quentes que os traseiros, o carro está
subesterçando (saindo de frente) demais
- se todas as temperaturas estiverem altas demais, o composto dos pneus está
muito mole e deve haver substituição para pneumáticos de composto mais
duro;
- se a temperatura é baixa demais, os pneus devem ser substituídos por outros
com composto mais mole.
Duas outras regras são, normalmente, seguidas pelos técnicos: assim, para que o camber esteja correto as temperaturas nos extremos do pneu devem ser iguais; para que a pressão de enchimento esteja correta, a temperatura ao centro deve ser a média das temperaturas nos extremos. Facilmente se concluirá, por aquilo que acabamos de escrever, que a afinação perfeita é impossível de atingir.
| Temperatura do pneu | Resultado | ||
| Externa | Central | Interna | |
| 110 | 120 | 110 | Pressão alta e câmber correto |
| 090 | 095 | 100 | Pressão correta e câmber negativo |
| 100 | 095 | 090 | Pressão correta e câmber positivo |
| 110 | 090 | 090 | Pressão baixa e câmber positivo |
Para o Grand Prix
Legends o ideal seria ter uma
média entre os quatro pneus, com uma diferença de no máximo 4-5ºC.
Com temperatura de 72° (22 ºC) os pneus estão muito frios e duros e
não aderem totalmente
Acima de 240ºF (116ºC) eles estão muito quentes e começam a perder
aderência.
A temperatura ideal deve estar na faixa entre 195ºF e 240ºF (90 e 115ºC).
A temperatura ideal para perfeita aderência fica em torno dos 200ºF
(92-95ºC).
Você pode perder a aderência se a temperatura ultrapassar os 240ºF
(115ºC).Lembramos que no GPL não há desgaste dos pneus.
Lembrando sempre que essas temperaturas devem manter uma média de 195ºF 204ºF (90-95ºC). Abaixo disso, você provavelmente está sub-utilizando seus ajustes, e acima de 240ºF (115ºC), há algo errado no setup: provavelmente muito grip e perda de velocidade, correndo o risco de superaquecer o pneu durante uma corrida.
Para verificar as temperaturas dos pneus, acelere fundo por uns 5 minutos e vá até os boxes. No quadro de setups verifique as temperaturas na parte interna, central e externa dos pneus.