Atualizado em 05/07/2005
TRANSFERÊNCIA DE PELO LATERAL E LONGITUDINAL .
Controle
da transferência de peso:
O
piloto tem completo controle da distribuição de peso entre as quatro rodas
pela forma como maneja o carro e pela maneira como faz os ajustes no veículo.
Um estilo de pilotagem eficiente é tão importante quanto encontrar um acerto
adequado, de fato, um aspecto complementa o outro.
Transferência de peso é um deslocamento de carga nos pneus causadas por aceleração, frenagem, e curvas. Cada ação de controle por parte do piloto resultará em transferência de peso entre as rodas. Tirar o pé do acelerador e frear transfere o peso para a frente, virar numa curva move o peso para as rodas externas e acelerar transfere o peso para as rodas traseiras. A intensidade e a velocidade da ação do piloto influenciam a quantidade exata de peso transferido.
Por exemplo, quanto mais fortemente ou mais subitamente ele frear, mais peso será transferido para a frente. A rigidez dos elementos da suspensão também determina a rapidez com que esse peso é transferido. Se as molas e/ou amortecedores dianteiros estiverem com um ajuste relativamente rígido, o peso será transferido mais depressa para a frente. Lembre se que, se você ajustar um eixo do carro mais rígido, haverá mais transferência de peso àquele eixo e você perderá um pouco de capacidade de tração devido a aumento de carga.
Em geral, o piloto se sente com mais controle sobre o carro se adota um estilo suave de direção, que lhe permita sentir onde o peso está em cada momento. O piloto também deve dar um tempo para que o carro se ajuste a cada operação, como freada, curva e aceleração, e, para que tudo corra tranqüilamente, precisa sentir que a suspensão está funcionando no mesmo ritmo que ele.
Várias forças atuam em um carro durante seu movimento. Dependendo do tipo de carro, tipo de pista (rápida ou lenta, lisa ou ondulada etc...) estas forças atuam com maior ou menor intensidade. As diferentes características de curvas de cada circuito determinam a rapidez com que carro precisa se adaptar para a operação seguinte. Circuitos de baixa velocidade e sinuosos precisam de uma transferência de peso mais rápida do que circuitos mais abertos e velozes. Se o piloto sentir que a direção está muito instável (muito rígida com transferência rápida de peso) ou com pouca resposta (muito flexível com transferência de peso lenta), ele poderá fazer alterações no ajuste do carro e/ou em seu estilo de pilotagem, o que parecer mais conveniente. Porém, como a maioria dos circuitos tem vários tipos de curvas diferentes e a prioridade é ajustar o carro para a curva mais importante (normalmente a que leva para a reta mais longa), algumas curvas são feitas com acerto abaixo do ideal. Nessas curvas, o piloto precisa ajustar seu próprio estilo para se adequar à situação.
A distancia entre eixos (wheelbase) e a largura do carro (trackwidth) são responsáveis pela quantidade de transferência de peso do carro (sem levar em consideração outros componentes também importantes da suspensão).
Transferência de peso lateral
é a diferença de peso do carro que atua na roda
interna e externa do carro durante uma curva, ou seja há uma diminuição de
peso na roda interna e aumento de peso na roda externa, lembrando que o peso
total do carro permanece o mesmo.
A transferência de peso lateral é igual à força centrípeta multiplicada pela
pela altura do CG do carro (centro de gravidade), dividido pela largura do
carro (bitola) onde ;
Força centrípeta = aceleração lateral do carro (força G) multiplicado pelo
peso total do carro.
Aceleração lateral = velocidade do carro ao quadrado dividido pelo raio da
curva
Onde se conclui que a quantidade de transferência de peso lateral é
proporcional à altura do CG do carro, e inversamente proporcional à largura
do carro. Por este motivo a maioria dos carros são ajustados com o CG mais
baixo e a bitola mais larga possível dentro de medidas regulamentares para
minimizar a transferência de peso, prevenindo a diminuição da tração geral
do carro.
A transferência de peso também é proporcional ao raio da curva, por este
motivo curvas com raios maiores minimiza a transferência de peso e maximiza o
grip lateral.
A
transferência de peso longitudinal (pitch) é basicamente o mesmo como
explanado anteriormente
só que em outra direção, ou seja em linha reta. A transferência de peso é
feita do eixo dianteiro para o traseiro e
vice-versa. Da mesma forma algumas forças não serão levadas em
consideração. Quando o carro é acelerado, a força de inércia
atua no CG do carro, isto resulta em
torque o qual é compensado pela troca de peso das rodas dianteiras para as
traseiras. Todo o peso que é perdido nas rodas dianteiras é adicionado às
rodas traseiras. Ter um pouco mais de peso nas rodas traseiras de um carro 4x2
em aceleração é um bom negócio, mas por causa da redução de peso nas rodas
dianteiras ele vai ter característica muito subesterçante (understeer).
A fórmula para a transferência de peso longitudinal é muito semelhante à da
transferência lateral.
A transferência de peso longitudinal = força de inércia multiplicada pela
altura do CG, dividido pela distância entre eixos (wheelbase) onde;
Força de inércia = aceleração para frente ou para trás multiplicado pela
massa do carro.
Portanto, CG mais baixo e distancia entre eixos maior produz menor
transferência de peso longitudinal, sempre o peso transferido é proporcional
à aceleração do carro.
Como explicado em transferência de peso lateral, carros de corrida devem ser
baixos e largos e baseado em transferência de peso longitudinal se espera que
devam ser também o mais longo possível, mas isto nem sempre é o caso. Carros
com entre eixos longos tendem a ter uma resposta de direção mais lenta dentro
da curva e em curvas de baixa velocidade, não são muito ágeis.
Em geral um carro com entre eixos longo é melhor para pistas grandes com curvas
de alta velocidade, e carros com entre eixos menor é melhor para pistas lentas
com curvas fechadas.
ANÁLISE DE UMA CURVA:
Tipos de alterações
que acontecem durante uma curva simples.
Além da distinção simples
entre curvas velozes e curvas lentas, Está em detalhes as reações
de um carro por cada das três partes que incluem qualquer curva.
| altíssima pressão | frenagem | ||
| alta pressão | aceleração | ||
| média pressão | força centrífuga | ||
| baixa pressão |
Na fase "A" o carro está se aproximando da curva.
O carro ainda não está
freando nem esterçando, ainda pode estar acelerando.
O peso em cada roda é constante. O carro nesta situação está lateralmente e longitudinalmente equilibrado. O piloto está posicionando o carro para o melhor ponto de aproximação da entrada na curva. |
ARB sem ação | ||
| mola fixa amortecedor sem ação |
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mola fixa amortecedor sem ação |
|
![]() |
|||
| mola fixa amortecedor sem ação |
![]() |
mola fixa amortecedor sem ação |
|
| ARB sem ação |
Na fase "B" o carro está sob forte frenagem.
Neste
momento as rodas dianteiras estão sob muito mais pressão
que as rodas traseiras.Enquanto o carro está freando fortemente (mas ainda não virando) o carro permanece lateralmente equilibrado, mas longitudinalmente desequilibrado. O peso dinâmico do carro está sendo lançado para a dianteira. Uma vez virado o volante, o carro começa a se tornar lateralmente desequilibrado, qualquer quantidade adicional de frenagem pode causar um rodopio. O piloto esta tentando a melhor redução de velocidade possível enquanto o carro ainda está lateralmente equilibrado. |
ARB sem ação | ||
|
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![]() |
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mola em extensão |
![]() |
mola em extensão |
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| ARB sem ação |
Na fase "C" o carro ainda está freando e começando a virar o volante na curva.
|
Também está sendo lançado peso do interior para o exterior e a força centrífuga (seta azul) está tentando empurrar o carro para fora lançando o peso das rodas internas sobre as rodas externas fazendo o carro rolar para o exterior da curva. O piloto nesta situação precisa de controle e sensibilidade para manter o controle do carro, evitando frear mais forte que o ângulo da curva permitir para não provocar um rodopio. O piloto está se dirigindo para o ápice da curva |
ARB está enrijecendo | ||
| mola
comprimindo amortecedor em SLOW BUMP |
![]() |
mola
estendendo amortecedor em SLOW REBOUND |
|
![]() |
|||
| mola
comprimindo amortecedor em SLOW BUMP |
![]() |
mola
estendendo amortecedor em SLOW REBOUND |
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| ARB está enrijecendo |
Na fase "D" onde o carro termina a freada e está a ponto de começar a acelerar..
O ângulo
de direção no ápice da curva é mais fechado que ao
redor da curva.
As ARB's estão enrijecidas ao máximo. Como o carro está num estado de velocidade constante, nem freando nem acelerando, não está sendo lançando para frente nem para trás. O carro está mais apoiado nos pneus externos que nos internos. O carro deixou de ser lançado para frente pois as forças de frenagem cessaram, mas a força centrífuga ainda está agindo. O piloto está a ponto de reaplicar pressão no acelerador para dar potência na saída da curva e se dirigir para o ponto de saída da curva. |
ARB tensão máx | ||
| mola em
compressão máx amortecedor sem ação |
![]() |
mola em
extensão máx amortecedor sem ação |
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![]() |
|||
| mola em
compressão máx amortecedor sem ação |
![]() |
mola em
extensão máx amortecedor sem ação |
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| ARB tensão máx |
Na fase "E" como o carro está acelerando o peso é lançado para a traseira.
A força centrífuga está reduzindo com as diminuições
do ângulo da curva.
O carro começa a ser lançado para trás quando as forças da aceleração entram em jogo. Também quando o ângulo de direção é aberto a força centrífuga reduz. O piloto está aplicando com suavidade uma quantidade muito precisa de potência, assim o carro está em máxima aceleração mas sem provocar um deslizamento do eixo traseiro, e também tendo o cuidado de manter o carro na pista ao se aproximar do ponto de saída da curva. |
ARB diminuindo ação | ||
| mola
estendendo amortecedor em SLOW REBOUND |
![]() |
mola
comprimindo amortecedor em SLOW BUMP |
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![]() |
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| mola
estendendo amortecedor em SLOW REBOUND |
![]() |
mola
comprimindo amortecedor em SLOW BUMP |
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| ARB diminuindo ação |
Na fase "F" o carro está ou quase ao ponto de saída.
Não há força centrífuga agindo sobre carro, as ARB's
estão completamente sem ação.
Como o carro continua acelerando continua mantendo peso extra no traseiro. A força centrífuga não age neste momento e o carro está outra vez lateralmente e longitudinalmente equilibrado. |
ARB sem ação | ||
| mola
estendendo amortecedor em SLOW REBOUND |
![]() |
mola
estendendo amortecedor em SLOW REBOUND |
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![]() |
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| mola
comprimindo amortecedor em SLOW BUMP |
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mola
comprimindo amortecedor em SLOW BUMP |
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| ARB sem ação |
O escrito acima é uma visão geral que pode variar bastante de curva para curva e de piloto para piloto.
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